Dízimos – Parte das relações com Deus

O dízimo não é apenas um detalhe do sistema religioso expresso na Lei; é antes, parte da relação normal entre o fiel e Deus. O primeiro texto que fala sobre o dízimo está em Gênesis 14.18-20, quando Abraão dá o dízimo de tudo a Melquizedeque.

Quando foi que Abraão lhe deu o dízimo de tudo? Não foi debaixo da lei de Moisés, porque esta ainda nem existia. Abraão viveu pela fé, e pela fé foi justificado. É o pai dos que crêem. Parece que o dízimo fazia parte normal de suas relações com Deus, e ao encontrar um sacerdote legítimo, deu-lhe o dízimo de tudo.

Hebreus 7.17 afirma que Jesus Cristo é “sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedequeâ€. Este era um tipo de Cristo. Em Melquizedeque, quem realmente recebia o dízimo era a ordem sacerdotal que se alicerçava em Cristo, e da presença de Cristo derivava sua superioridade.

A conclusão a que se chega é que Jesus Cristo foi de fato honrado naquela ocasião, quando Abraão deu o dízimo a Melquizedeque. Abraão não estava honrando o indivíduo historicamente obscuro, mas seu sacerdócio. Assim sendo, o dízimo tem validade permanente.

Em Lucas 11.42, ao exortar os fariseus, Jesus faz citação do dízimo. Ele não o censura, mas o julgamento de que o dízimo substitui a base real das relações com Deus. O ponto de partida é a relação com Deus. O dízimo é resultado disso.

Todo crente deve exercer o privilégio da contribuição, sinal de relação de fé com Deus e de obediência. Quando a entrega do dízimo não acontece, exceto em caso de desemprego, de falta de ganho, o motivo geralmente está na falta de relação mais íntima com Deus.

Pr. Ramires